População mundial deve chegar a 8 milhões em novembro de 2022, diz ONU

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De acordo com informações do relatório World Population Prospects 2022, das Nações Unidas, a população mundial deve atingir 8 bilhões de pessoas em 15 de novembro de 2022. Atualmente, já existem mais de 7,9 bilhões de pessoas habitando as diferentes regiões do planeta Terra.

O relatório também destaca que o mundo deve chegar a 10,4 bilhões de habitantes até 2100, mas antes disso, o planeta atingirá 8,5 bilhões até 2030 e 9,7 bilhões até 2050. Apesar disso, o documento revela que a taxa de crescimento da população global está em seu ritmo mais lento desde 1950 — o crescimento foi de menos de 1% em 2020.

O número crescente preocupa dezenas de governos ao redor do mundo, já que o aumento da população pode elevar os níveis de fome. Contudo, a pesquisa espera que a população diminua o crescimento em 61 países nas próximas três décadas, por conta das pequenas taxas de fertilidade nessas regiões.

O lento crescimento da fertilidade atual pode ajudar a reduzir o crescimento da população nos próximos anosO lento crescimento da fertilidade atual pode ajudar a reduzir o crescimento da população nos próximos anosFonte:  Shutterstock 

Crescimento lento

“O efeito cumulativo da menor fecundidade, se mantido ao longo de várias décadas, pode ser uma desaceleração mais substancial do crescimento da população global na segunda metade do século”. disse o diretor da Divisão de População da ONU, John Wilmoth.

As Nações Unidas também detalharam que oito países são responsáveis por mais da metade do aumento projetado para 2050, são eles: República Democrática do Congo, Egito, Etiópia, Índia, Nigéria, Paquistão, Filipinas e República Unida da Tanzânia.

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Até 2050, o número de pessoas com 65 anos ou mais pode aumentar consideravelmente, chegando a representar mais que o dobro da quantidade de crianças com menos de 5 anos, segundo o relatório. Por isso, as Nações Unidas recomendam que os países com populações mais velhas criem programas públicos para cuidar de idosos e ofereçam sistemas universais de saúde, além de pensões e melhor seguridade social.