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Grupo diz que desinformação está aumentando no Facebook

Um grupo de defesa que acompanha a desinformação diz que encontrou um aumento de notícias políticas falsas compartilhadas no Facebook antes das eleições presidenciais de 2020.

O grupo, Avaaz, disse na quarta-feira que a desinformação ainda está sendo espalhada no Facebook, apesar das medidas que a empresa implementou desde as eleições de 2016.

Os pesquisadores acompanharam as 100 notícias falsas mais compartilhadas entre 1º de janeiro e 1º de outubro deste ano. As histórias que eles rastrearam foram todas verificadas e desmembradas pelos parceiros de verificação de fatos de terceiros do Facebook, que incluem a Associated Press.

O grupo descobriu que, coletivamente, as histórias falsas foram postadas mais de 2,3 milhões de vezes e tiveram 158,9 milhões de visualizações, além de 8,9 milhões de curtidas, comentários e compartilhamentos. As histórias falsas tinham como alvo ambos os partidos políticos, embora a Avaaz diga que a maioria era contra democratas e liberais. A maioria das fontes de notícias falsas eram páginas de usuários individuais ou políticas não oficiais.

A Avaaz, um grupo de defesa on-line de esquerda, disse que as histórias encontradas se espalharam mesmo depois de desmascaradas. Isso incluía uma alegação falsa de que o avô do presidente Donald Trump era cafetão e sonegador de impostos e que seu pai era membro da Ku Klux Klan. Essa história teve cerca de 29 milhões de visualizações. Outra história que afirma falsamente que o deputado democrata Ilhan Omar participou de um campo de treinamento da Al-Qaeda teve uma estimativa de 770.000 visualizações.

Em resposta à reportagem, o Facebook disse que tomou medidas para reduzir a quantidade de notícias falsas postadas e compartilhadas em seu serviço, incluindo etiquetas de aviso mais importantes no conteúdo.

“Vários estudos independentes descobriram que reduzimos a quantidade de notícias falsas no Facebook em mais da metade desde as eleições de 2016”, disse a empresa.

A Avaaz disse no relatório que as descobertas são a “ponta do iceberg da desinformação” antes das eleições de 2020.